Maturidade Espiritual

Minha vontade me condena.

28 setembro, 2018

Enquanto lê, ouça ‘cansei de mim’ – Jeferson Pillar (ouça aqui)

Já fui prisioneira, sim, já fui. Já estive, por repetidas vezes, refém de experiências, refém de reações. Presa em sentimentos que desagradavam Aquele que, genuinamente, tanto se importa comigo. Refém da guerra entre aquilo que quero e não faço, e aquilo que não quero e faço.

Eu, vivendo em auto engano, cheguei a pensar que as prisões estavam limitadas aos recém confessos ao Pai, que vulneráveis se permitiam ser reféns.

Esse engano me permitiu caminhar, sem perceber, que em prisões estavam meus pés. Entre os dias de fervente amor a Deus, eu acreditava ter alcançado a liberdade, mas bastava uma pequena prova para que lá estivesse eu, por mais uma vez presa, repetidamente refém.

Só que me limitar a assumir prisões não aperfeiçoara o caráter de Cristo no inquieto eu. O Pai nos chama ao arrependimento e conversão não por uma única vez, mas diariamente. E enquanto edito esse texto que escrevi  há umas duas semanas atrás, o Pai permanece a me chamar, e por isto acrescento aqui, enquanto observo as incontáveis luzes que se acendem com o aproximar da noite. As prisões não nos roubará Deus, mas nos impedirá de sermos entregues por inteiro a Ele. Um coração pulsando pela presença dEle deve ser atrativo momento após momento, e isto é possível, muito possível.

Ser vulnerável é o que nos torna dependentes dEle. Ser fraco é o que permite Ele derramar Sua força em nossa abatida e distraída alma.

As muitas prisões de Paulo, escritor de boa parte do novo testamento, foram fundamentais para a consolidação da nossa fé, hoje. As nossas muitas prisões possuíram um alto peso de glória, mas é necessário discernir o querer do Pai para cada propósito debaixo do céu. Uma mente inconformada com a presença razoável de Deus, que O busca mesmo quando a única coisa alcançável aos olhos sejam prisões.

Não satisfeitos com a prisão, devemos usá-la como lugar de arrependimento, conversão e obediência.

Que Cristo nos auxilie a sermos melhores para Ele, e que nEle sejamos ainda mais vulneráveis e que Ele seja o alvo da nossa adoração e clamor, e que a nossa vontade de ir e estar em prisões  não nos condene, mas auxilie o corpo de Cristo a caminhar, certos de que um pó como nós jamais se tornará filho senão quando prostrado aos pés de Jesus.

Cristo vive e Ele já venceu o mundo. Nós também venceremos as prisões do mundo.

Com amor em Cristo Jesus,

Priscilla Patricio.

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