Série Enquanto Espero Vida Cristã

Enquanto espero, renuncio.

15 maio, 2020

Enquanto lê, ouça ‘Sussurro’ Jason Upton (ouça aqui)

Uma de minhas memórias mais significativas da infância, incluem os dias em que eu e meus irmãos recebíamos a promessa de nosso pai de irmos em uma viagem para passar o final de semana inteiro na casa de nossa priminha favorita.

A promessa estava feita, mais sabíamos, por experiências passadas, que ela só se concretizaria se os dias que antecedessem a nossa ida fossem regados de bom comportamento, o que incluía certamente, renunciar boa parte de nossas vontades e passar a fazer aquilo que nossos pais desejavam. Ei de pensar, que como filhos, todos já passaram por isto alguma vez.

Algo semelhante acontece enquanto estamos à esperar o cumprimento das promessas de Deus em nossas vidas. Assim como nosso querido pai desejava de nós um determinado comportamento, que nos levava consequentemente a uma série de renúncias, para que obtivéssemos nosso tão esperado final de semana.

Nosso Pai Celeste também têm expectativas a nosso respeito, nos chamando a levar a sua disposição a abnegação de nossos desejos, para que desta maneira possamos receber aquilo que seu bondoso coração, que contém planos bem mais altos que os nossos, tanto anseia nos entregar.

Mas coisa difícil para nós é a renúncia. Abrir mão daquilo que nosso coração se apega é terrivelmente doloroso para nós. Apesar de nosso espírito ser criado para adentrar e permanecer nos territórios do Reino eterno, nossa natureza carnal está constantemente gritando ao apego de coisas terrenas.

Nos agarramos com facilidade a tudo o que aqui existe, como se isso fosse o todo, e não parte do que iremos receber do Senhor. Nossos lábios estão proferindo palavras de posse desde a infância (Minha boneca! Meu carrinho! Minha mochila!) E passamos a juventude (Minhas roupas, Meus amigos! Minha faculdade!) até a vida adulta (Minha casa! Meu carro! Minhas conquistas!) declarando que tudo aqui é nosso e com isso, desenvolvendo apego para com as coisas da terra, tornando cada vez mais difícil a renúncia.

Nosso Aba, conhecedor de seus próprios filhos bem como de suas fraquezas, exemplifica e nos corrige quanto a isso em uma de suas famosas parábolas.

Essa incrível analogia nos fala sobre um certo homem que preparou uma grande ceia e convidou a muitos, porém, sabendo que estes estavam ocupados demais com suas próprias coisas, anuncia ao seu servo: Vá depressa pelas ruas e becos e traze aqui os pobres, aleijados, coxos e cegos (Lc 14:19-21). Então, Cristo profere um dos versículos mais conhecidos de nossas vidas:

“Assim, pois, qualquer de vós que não renunciar a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.” (Lc 14:33)

Há uma pergunta lançada aos nossos corações através desta intrigante história. Somos como os primeiros convidados, ocupados e apegados demais as nossas próprias vontades? Ou somos como os pobres e doentes que nada tem e por nada terem anseiam por receber aquilo que está preparado?

Existem sonhos forjados dentro do coração de Deus para nós.

Sonhos que estão muito além do que podemos imaginar. Promessas prontas a serem entregues. Mas para isto, devemos estar com as nossas mãos vazias. Precisamos entregar ao nosso Deus tudo aquilo que nos pertence. Necessitamos ter em nossos corações os mesmos sentimentos que tomaram nosso irmão Paulo ao escrever:

“Por quem decidi perder todos esses valores, os quais considero como esterco, a fim de ganhar Cristo.” (Fl 3:8b)

Te convido a separar mais que alguns segundos do seu dia e fazer uma sincera oração Àquele que nos guia em toda boa vontade, com a seguinte pergunta: o que eu preciso renunciar para obter suas doces promessas?

Já dizia o Mestre que passou por este mesmo caminho:

“Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” (Mt 16:25).

Texto escrito por:

 

Paula Asmavete

“Que as palavras de minha boca e a medição do meu coração sejam agradáveis perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor Meu!”

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